Em um pais civilizado como o Japao, a aquisicao de um ingresso para um evento hiper-mega concorrido nao exige preparacao fisica ou aquisicao de material de camping. Basta um calendario e uma agenda organizada.
Chegado o momento em que os ingressos comecam a ser vendidos, faz-se um telefonema ou manda-se um e-mail para a organizacao e de pronto eles lhe mandam uma senha, que deve ser informada em qualquer loja de conveniencia, pagar o valor em dinheiro, celular, qualquer cartao de credito, debito e ter em segundos os ingressos desejados. Sempre saimos limpinhos depois do processo de aquisicao dos ingressos.
Por desejar uma nacao com uma dose menos cavalar de selvageria, voltando ao Brasil vou ver quanto tempo sobrevivo sem recorrer ao jeitinho, a malandragem ou a carteirinha de estudante.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Do Thrash Metal e "kohaku utagassen"
Assistindo a TV logo que cheguei no Japao, vi um sujeito cabeludo de rosto conhecido mandando um japones perfeito em um programa de entrevistas.Fiquei muito tempo tentando lembrar quem era aquela figura familiar, eis que descubro que o ser era nada mais nada menos que o Marty Friedman, um dos guitarristas do Megadeth, banda americana muito influente no cenario thrash-metal/speed-metal nos anos 80/90.
O Megadeth, para quem nao sabe, era a banda “rival” do Metallica. O ponto de conexao entre as duas bandas era o Dave Mustaine, que participou do Metallica antes deles virarem Metallica. O cara era tao casca grossa e barra pesada – o maluco era traficante de drogas e acabou entrando pro mundo do heavy metal porque um de seus clientes sempre trocava drogas por discos de metal - que acabou sendo expulso da banda. Em que pese a sua expulsao, diversas musicas de sua autoria entraram nos primeiros discos do Metallica - as classicas “Kill’em All” e “Ride the Lighthning” - sendo “Four Horsemen” a mais classica de todas elas. Saiu do Metallica e montou o Megadeth, que veio a estourar nas paradas um pouco depois.
Marty Friedman hoje em dia e celebridade no Japao, onde mora desde 2003 e participa constantemente de shows televisivos.
O cara ta tao japones que ate participou de um “Kohaku Utagassen”, o programa de TV mais mega-super-hiper tradicional Japao que ja ha algumas decadas vai ao ar sempre na virada do ano. Este programa divide os cantores de destaque no cenario musical japones em dois times – o vermelho e branco, cores da bandeira nacional – que disputam ao longo de algumas horas qual o grupo que reune os melhores cantores/cantoras, que em turnos vao se apresentando ao publico e ganhando pontos atribuidos pelos jurados com base na performance visual/musical de cada um. Obviamente vence o grupo com mais pontos. Nao lembro quais sao os premios ao grupo vencedor, mas se for seguir o padrao das premiacoes dos programas de TV japoneses, talvez cada um leve para casa ao final uma cesta de frutas, 3 kilos de carne de “wagyu” ou um saco de cogumelos raros desidratados.
Acabei mudando de assunto(s) no meio do post, mas queria dizer que senti uma nostalgia incrivel quando via a figura do Marty Friedman na TV. Saudades de meus tempos adolescente head-banger. Tanto ouvia o CD dos caras – do Megadeth, que fique claro - que nao era incomum o disquinho quebrar depois de alguns meses.
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Passado presente futuro,
Um pais inacreditavel
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Fim de semana
Sexta-feira fiz a cobertura fotografica de um dos ultimos desfiles da Japan Fashion Week Spring Summer 2009 junto com a Sue, que ja havia acompanhado outros desfiles desta temporada. Veja a cobertura no www.dropsmagazine.com.br.
Domingo fui a uma das apresentacoes com casa cheia que o grupo brasileiro Companhia Tamandua de Danca-Teatro, referencia em butoh no Brasil, fez em Toquio. Nao entendo nada de danca, muito menos de butoh, mas nao foi muito agradavel ver atores e seus corpos gordos sem roupa encenando.
Domingo fui a uma das apresentacoes com casa cheia que o grupo brasileiro Companhia Tamandua de Danca-Teatro, referencia em butoh no Brasil, fez em Toquio. Nao entendo nada de danca, muito menos de butoh, mas nao foi muito agradavel ver atores e seus corpos gordos sem roupa encenando.
Esta semana
Nesta semana comecam oficialmente os eventos de despedida do casal japa mais cool do Brasil da terra do sol nascente, com uma sequencia diaria de jantares. Haja sal de fruta.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
ODEIO O MONTE FUJI!!!!!
Acabei demorando mais do que o normal para postar um comentario sobre a expedicao ao Monte Fuji.
Tal decorrou da somatoria de dois fatores: i) fim das ferias de verao, periodo de atividade mais fraca nas empresas, o que acabou fazendo que todos os projetos que estavam parados comecassem a andar todos de uma vez so, provocando o aumento do meu volume de trabalho; e ii) visita da familia da Sue ao Japao, o que acabou transformando o apartamento em um verdadeiro campo de acampamento.
Passada a tormenta, chega a hora de falar um pouquinho sobre a viagem. Alias peco para desconsiderarem a historia do “quase divorcio”, porque nao e um monte fujizinho qualquer que sera capaz de nos separar. Nosso amor e muito maior que os 3800 metros do Monte Fuji.
O problema e que eu subestimei o Monte Fuji e resolvi fazer a escalada e a descida em um mesmo dia e retornar no primeiro onibus disponivel para Tokyo, o que fez com que tivessemos tempo limitado para fazer todo o trajeto. Total falta de planejamento logistico.
Os panfletos estimam a subida ao topo do Monte Fuji a partir do ponto chamado de “quinta estacao” da cidade de Kawaguchi-ko, localizado a pouco mais de 2200 metros de altitude, onde podemos chegar de onibus, poderia ser feito em pouco mais de quatro horas. Baseado nesta informacao e tendo em vista que os dois estao condicionados fisicamente, alem do fato de eu ter parado de fumar ha poucos meses, achei que 8 horas seria um tempo razoavel para fazer todo o processo de subir-e-descer e apreciar o nascer do sol do cume.
Pena que a pratica e muito diferente da teoria.
Acabamos demorando quase 8 horas so para chegar ao cume. Nao conseguimos ver o nascer do sol la de cima. Quando o astro-rei deu as caras, estavamos a cerca de 500 metros do topo do Japao. A visao valeu a pena o esforco ate entao e teoricamente poderiamos voltar de la. Mas como a teoria difere da pratica, resolvemos ir ate o fim, ate porque estavamos tao perto do topo.
Os metros finais, ainda que nao sejam os piores, foram os mais dificeis porque estavamos sem dormir, sem comida e com a agua chegando ao final.
Um verdadeiro perrengue.
No caminho, encontramos diversos corpos estendidos no chao, ou melhor, sobre as rochas, pessoas que acredito que tiveram a mesma ideia de girico que a minha e resolveram fazer o percurso sem dormir em uma das diversas cabaninhas/muquifos que se espalhavam pelos cerca de 7 km de caminhada. O cansaco de todos era tanto que era possivel ver pessoas dormindo profundamente sobre rochas vulcanicas, poeira e temperatura de cerca de 5 graus centigrados como se estivessem deitados em uma cama king size esplendida com lencois de algodao egipcio e travesseiro de pena de ganso do Ritz-Carlton, Four Seasons, W ou qualquer outra rede de hoteis da categoria hiperluxo.
Chegando ao cume, a Sue, extremamente mal-humorada pela ausencia de sono na noite anterior, desabou sobre umas banquetas e dormiu durante meia-hora. Neste interim comprei uma lata de pessego em conserva mega-inflacionado na va tentativa de reconquista-la, pois ela, com razao, atribuia a responsabilidade a mim pela total falta de nocao e falta de planejamento adequado da viagem. E principalmente pelo fato dela ter me acompanhado na furada so porque fiquei enchendo o saco dela.
Logo na sequencia iniciamos o trajeto de volta.
Foi uma briga contra o relogio, pois ja tinha comprado o bilhete da volta pra Toquio e teriamos 4 horas para fazer o percurso de volta.
Talvez a descida seja mais complicada que a subida, porque e uma longa, muito longa sequencia de ladeira coberta de po e pedregulhos que no menor dos vacilos provocava um tombo. A minha bunda encontrou ou chao umas 3 vezes pelo caminho.
Para completar o quadro, aquele cenario de vulcao, nada deslumbrante, formado por po vermelho, pedregulhos e ausencia de vegetacao, em nada ajudava a melhorar ou amenizar o quadro de mal-humor generalizado provocado pelo cansaco, fome, sede, ausencia de descanso e tempo limitado para a descida. Acabamos brigando no meio do caminho e ela ja nao queria nem mais que eu relasse nela ou a ajudasse na descida. Mais da metade do caminho foi percorrida com os dois com um bico maior que o do outro. Um verdadeiro horror.
Sinto muito pelo perrengue que a Sue passou por minha causa. Ela ate chorou de emocao ao chegarmos ao inicio da aventura, na quinta estacao do Kawaguchi-ko.
Ficamos bradando e falando improperios contra o Monte Fuji mas isso nao nos trouxe muito alivio.
Na proxima vez prometo planejar melhor as viagens. E contemplar o Monte Fuji e o seu topo coberto de neve so de longe.
Tal decorrou da somatoria de dois fatores: i) fim das ferias de verao, periodo de atividade mais fraca nas empresas, o que acabou fazendo que todos os projetos que estavam parados comecassem a andar todos de uma vez so, provocando o aumento do meu volume de trabalho; e ii) visita da familia da Sue ao Japao, o que acabou transformando o apartamento em um verdadeiro campo de acampamento.
Passada a tormenta, chega a hora de falar um pouquinho sobre a viagem. Alias peco para desconsiderarem a historia do “quase divorcio”, porque nao e um monte fujizinho qualquer que sera capaz de nos separar. Nosso amor e muito maior que os 3800 metros do Monte Fuji.
O problema e que eu subestimei o Monte Fuji e resolvi fazer a escalada e a descida em um mesmo dia e retornar no primeiro onibus disponivel para Tokyo, o que fez com que tivessemos tempo limitado para fazer todo o trajeto. Total falta de planejamento logistico.
Os panfletos estimam a subida ao topo do Monte Fuji a partir do ponto chamado de “quinta estacao” da cidade de Kawaguchi-ko, localizado a pouco mais de 2200 metros de altitude, onde podemos chegar de onibus, poderia ser feito em pouco mais de quatro horas. Baseado nesta informacao e tendo em vista que os dois estao condicionados fisicamente, alem do fato de eu ter parado de fumar ha poucos meses, achei que 8 horas seria um tempo razoavel para fazer todo o processo de subir-e-descer e apreciar o nascer do sol do cume.
Pena que a pratica e muito diferente da teoria.
Acabamos demorando quase 8 horas so para chegar ao cume. Nao conseguimos ver o nascer do sol la de cima. Quando o astro-rei deu as caras, estavamos a cerca de 500 metros do topo do Japao. A visao valeu a pena o esforco ate entao e teoricamente poderiamos voltar de la. Mas como a teoria difere da pratica, resolvemos ir ate o fim, ate porque estavamos tao perto do topo.
Os metros finais, ainda que nao sejam os piores, foram os mais dificeis porque estavamos sem dormir, sem comida e com a agua chegando ao final.
Um verdadeiro perrengue.
No caminho, encontramos diversos corpos estendidos no chao, ou melhor, sobre as rochas, pessoas que acredito que tiveram a mesma ideia de girico que a minha e resolveram fazer o percurso sem dormir em uma das diversas cabaninhas/muquifos que se espalhavam pelos cerca de 7 km de caminhada. O cansaco de todos era tanto que era possivel ver pessoas dormindo profundamente sobre rochas vulcanicas, poeira e temperatura de cerca de 5 graus centigrados como se estivessem deitados em uma cama king size esplendida com lencois de algodao egipcio e travesseiro de pena de ganso do Ritz-Carlton, Four Seasons, W ou qualquer outra rede de hoteis da categoria hiperluxo.
Chegando ao cume, a Sue, extremamente mal-humorada pela ausencia de sono na noite anterior, desabou sobre umas banquetas e dormiu durante meia-hora. Neste interim comprei uma lata de pessego em conserva mega-inflacionado na va tentativa de reconquista-la, pois ela, com razao, atribuia a responsabilidade a mim pela total falta de nocao e falta de planejamento adequado da viagem. E principalmente pelo fato dela ter me acompanhado na furada so porque fiquei enchendo o saco dela.
Logo na sequencia iniciamos o trajeto de volta.
Foi uma briga contra o relogio, pois ja tinha comprado o bilhete da volta pra Toquio e teriamos 4 horas para fazer o percurso de volta.
Talvez a descida seja mais complicada que a subida, porque e uma longa, muito longa sequencia de ladeira coberta de po e pedregulhos que no menor dos vacilos provocava um tombo. A minha bunda encontrou ou chao umas 3 vezes pelo caminho.
Para completar o quadro, aquele cenario de vulcao, nada deslumbrante, formado por po vermelho, pedregulhos e ausencia de vegetacao, em nada ajudava a melhorar ou amenizar o quadro de mal-humor generalizado provocado pelo cansaco, fome, sede, ausencia de descanso e tempo limitado para a descida. Acabamos brigando no meio do caminho e ela ja nao queria nem mais que eu relasse nela ou a ajudasse na descida. Mais da metade do caminho foi percorrida com os dois com um bico maior que o do outro. Um verdadeiro horror.
Sinto muito pelo perrengue que a Sue passou por minha causa. Ela ate chorou de emocao ao chegarmos ao inicio da aventura, na quinta estacao do Kawaguchi-ko.
Ficamos bradando e falando improperios contra o Monte Fuji mas isso nao nos trouxe muito alivio.
Na proxima vez prometo planejar melhor as viagens. E contemplar o Monte Fuji e o seu topo coberto de neve so de longe.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Sem comentarios
Subestimei o Monte Fuji.
Nao quero nem mais lembrar o perrengue que passamos.
Quase rolou divorcio no meio do caminho.
E o percurso visualmente horroroso tira todo o tesao de fazer uma trilha.
Nao recomendo.
O Monte Fuji e mais bonito se visto de longe.
Vai por mim.
Experiencia propria.
Nao quero nem mais lembrar o perrengue que passamos.
Quase rolou divorcio no meio do caminho.
E o percurso visualmente horroroso tira todo o tesao de fazer uma trilha.
Nao recomendo.
O Monte Fuji e mais bonito se visto de longe.
Vai por mim.
Experiencia propria.
sábado, 16 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Esforco olimpico
Tempos de olimpiadas, tempos em que todo o mundo tem o mesmo assunto.
As disputas da natacao sao sempre emocionantes, com os franceses perdendo nos 4 x 100 m livre para dos americanos so porque eles se deixaram levar pelo patriotismo besta e nao usaram os super-mega-hiper-maios da britanica Speedo.
Mas preferia evitar estes papos olimpicos com meus colegas de firma.
Tenho vergonha de dizer que o Michael Phelps ganhou sozinho so nesta Olimpiadas mais medalhas em numeros absolutos do que a elite esportiva que esta quase ganhando diversas medalhas de bronze em Pequim. Ate mesmo porque inevitavelmente chegaria a um ponto em que teria que dizer que o Michael Phelps em duas olimpiadas conquistou quase o mesmo numero de medalhas de ouro que o Brasil nas 28 edicoes anteriores das Olimpiadas de Verao da era Moderna.
Nestas semanas em que rola a Olimpiada, estou japones e feliz pelos ouros no judo, natacao e goleada da selecao feminina de futebol sobre a Noruega.
GAMBARE NIPPON!
As disputas da natacao sao sempre emocionantes, com os franceses perdendo nos 4 x 100 m livre para dos americanos so porque eles se deixaram levar pelo patriotismo besta e nao usaram os super-mega-hiper-maios da britanica Speedo.
Mas preferia evitar estes papos olimpicos com meus colegas de firma.
Tenho vergonha de dizer que o Michael Phelps ganhou sozinho so nesta Olimpiadas mais medalhas em numeros absolutos do que a elite esportiva que esta quase ganhando diversas medalhas de bronze em Pequim. Ate mesmo porque inevitavelmente chegaria a um ponto em que teria que dizer que o Michael Phelps em duas olimpiadas conquistou quase o mesmo numero de medalhas de ouro que o Brasil nas 28 edicoes anteriores das Olimpiadas de Verao da era Moderna.
Nestas semanas em que rola a Olimpiada, estou japones e feliz pelos ouros no judo, natacao e goleada da selecao feminina de futebol sobre a Noruega.
GAMBARE NIPPON!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Arroz com vinagre
Gai: Concha/molusco. Existem uma infinidade nos restaurantes; akagai, aoyagi, bakagai, hokkigai e mirugai.
Gari: Gengibre marinado em vinagre doce finamente fatiados. Servido tanto com sushi como com sashimi para “zerar” o paladar entre um peixe e outro. Pode ser rosa ou bege e tem propriedades antibacterianas. O gengibre em si e chamado de “shoga”; “gari” e o som produzido pelo gengibre quando mordido. O “gari” comecou a ser servido com o sushi na epoca Edo; o gengibre em si e utilizado com propositos medicinais ha muitos seculos.
Geta: Bloco de Madeira tradicionalmente utilizado como prato no restaurante. Os restaurantes costumavam ser carrinhos que ficavam postados em frente aos cinemas e teatros (sabe aquele carrinho que pipoca que costumavam existir no passado?), o que exigia que os peixes fossem servidos em recipientes inquebraveis.
Gobo: Uma raiz longa e marrom, cuja aparencia assemelha-se a uma cenoura fina e comprida.
Gohan: Arroz cozido (nao confundir com arroz de sushi).
Goma: Gergelim, geralmente salpicados apos serem triturados sobre “kappa maki” e “uramaki”, mas que pode acompanhar outros tipos de sushis tambem. “Shiro-goma” sao os gergelins brancos e o “kuro-goma” sao os pretos.
Gunkan-maki: Ja explicado anteriormente. Ver “funamori”. Hamachi: Olho-de-boi, tem a carne brilhante, firme, oleoso, firme e rosada, e um dos mais saborosos. Frequentemente servido picado em um enrolado com cebolinhas (“negi-hamachi”).
Hamachi-kama: Regiao do pescoco do Hamachi, geralmente servido cozido.
Hamo: Tipo de enguia.
Hanakatsuo: Bonito seco e defumado, pode ser servido em forma de flocos. Harusame: Macarrao fino e transparente de consistencia gelationosa.
Hawara: Cavala japonesa (tende a ser menos enjoativo que o “saba”).
Hijiki: Alga preta, que tem a aparencia de serem folhas de cha mais largas (folhas de cha tambem podem ser comidas como vegetais, mas naa o sao por conta do preco). Pode aparecer em uma salada ou para fazer “sushi vegetariano”.
Hirame: Linguado. Ver tambem “engawa”.
Hokkigai: Tipo de molusco, conhecido com ameijola-branca no Brasil.
Hotate-gai: Vieiras.
Gari: Gengibre marinado em vinagre doce finamente fatiados. Servido tanto com sushi como com sashimi para “zerar” o paladar entre um peixe e outro. Pode ser rosa ou bege e tem propriedades antibacterianas. O gengibre em si e chamado de “shoga”; “gari” e o som produzido pelo gengibre quando mordido. O “gari” comecou a ser servido com o sushi na epoca Edo; o gengibre em si e utilizado com propositos medicinais ha muitos seculos.
Geta: Bloco de Madeira tradicionalmente utilizado como prato no restaurante. Os restaurantes costumavam ser carrinhos que ficavam postados em frente aos cinemas e teatros (sabe aquele carrinho que pipoca que costumavam existir no passado?), o que exigia que os peixes fossem servidos em recipientes inquebraveis.
Gobo: Uma raiz longa e marrom, cuja aparencia assemelha-se a uma cenoura fina e comprida.
Gohan: Arroz cozido (nao confundir com arroz de sushi).
Goma: Gergelim, geralmente salpicados apos serem triturados sobre “kappa maki” e “uramaki”, mas que pode acompanhar outros tipos de sushis tambem. “Shiro-goma” sao os gergelins brancos e o “kuro-goma” sao os pretos.
Gunkan-maki: Ja explicado anteriormente. Ver “funamori”. Hamachi: Olho-de-boi, tem a carne brilhante, firme, oleoso, firme e rosada, e um dos mais saborosos. Frequentemente servido picado em um enrolado com cebolinhas (“negi-hamachi”).
Hamachi-kama: Regiao do pescoco do Hamachi, geralmente servido cozido.
Hamo: Tipo de enguia.
Hanakatsuo: Bonito seco e defumado, pode ser servido em forma de flocos. Harusame: Macarrao fino e transparente de consistencia gelationosa.
Hawara: Cavala japonesa (tende a ser menos enjoativo que o “saba”).
Hijiki: Alga preta, que tem a aparencia de serem folhas de cha mais largas (folhas de cha tambem podem ser comidas como vegetais, mas naa o sao por conta do preco). Pode aparecer em uma salada ou para fazer “sushi vegetariano”.
Hirame: Linguado. Ver tambem “engawa”.
Hokkigai: Tipo de molusco, conhecido com ameijola-branca no Brasil.
Hotate-gai: Vieiras.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Hoje la em casa
E lugar-comum dizer que receber pessoas e uma arte.
Pode ser que sim, o fato e que estamos ficando cada vez melhores nessa historia de hospedar eventos sociais em casa.
Um fato curioso em relacao a esta arte nao e o fato obvio de que quanto mais se pratica, melhor se fica. O que mais chama a atencao e que quanto mais longe os amigos e familia estao, mais praticamos esta arte.
A explicacao talvez seja a carencia. Longe de nossa terra, acho que ficamos mais generosos e queremos sempre servir os novos amigos e familiares criados em terras estrangeiras. Cheguei a esta conclusao depois de perceber que nao somente nos, mas outras pessoas que conhecemos e convivemos aqui em Toquio organizam e hospedam mais eventos sociais em suas casas temporarias do que em sua terra natal.
Este final de semana tivemos dois rega-bofes.
Participamos do primeiro na quaildade de convidados, na casa do Chris, que esta deixando a cidade para retornar a Nova Iorque.
Coisa simples, um evento com mais ou menos 10 pessoas, mas com muito vinho e champa. A segunda vez que vou a casa dele e a segunda vez que alguem da minha familia da PT (primeiro eu, depois a Sue). 100% de aproveitamento, um indice invejavel. Toda vez que vou a casa dele parece que volto no tempo, fico com o espirito de festa de faculdade: todo mundo enche a cara ate cair. A diferenca e que agora temos menos resistencia fisica ao alcool, o que de forma alguma significa custo menor, pois agora enchemos a cara com vinho de qualidade.
O segundo foi ontem, em casa.
A ideia inicial era fazer uma coisa menor, com umas 6/7 pessoas com o pessoal do MBA da Sue, mas a coisa acabou ficando maior do que o imaginado porque nno meio apareceram os meus amigos e no final tinha o dobro de gente. Um desafio enfiar tanta gente em um ape com menos de 60 metros quadrados, mas como resultado da experiencia adquirida com o passar do tempo – o que significa administrar a quantidade de comida e bebida, botar musica que todo mundo goste e, principalmente, deixar os hospedes confortaveis - tudo terminou bem, com os convidados voltando para casa felizes e aqueles que nao puderam aparecer ficaram com inveja daqueles que foram.
Ja esta combinado entre nos que precisaremos dar continuidade a esses eventos quando voltarmos ao Brasil.
Mas antes, precisamos arranjar um lugar para organizar o evento, qualquer que seja o numero de convidados.
Pode ser que sim, o fato e que estamos ficando cada vez melhores nessa historia de hospedar eventos sociais em casa.
Um fato curioso em relacao a esta arte nao e o fato obvio de que quanto mais se pratica, melhor se fica. O que mais chama a atencao e que quanto mais longe os amigos e familia estao, mais praticamos esta arte.
A explicacao talvez seja a carencia. Longe de nossa terra, acho que ficamos mais generosos e queremos sempre servir os novos amigos e familiares criados em terras estrangeiras. Cheguei a esta conclusao depois de perceber que nao somente nos, mas outras pessoas que conhecemos e convivemos aqui em Toquio organizam e hospedam mais eventos sociais em suas casas temporarias do que em sua terra natal.
Este final de semana tivemos dois rega-bofes.
Participamos do primeiro na quaildade de convidados, na casa do Chris, que esta deixando a cidade para retornar a Nova Iorque.
Coisa simples, um evento com mais ou menos 10 pessoas, mas com muito vinho e champa. A segunda vez que vou a casa dele e a segunda vez que alguem da minha familia da PT (primeiro eu, depois a Sue). 100% de aproveitamento, um indice invejavel. Toda vez que vou a casa dele parece que volto no tempo, fico com o espirito de festa de faculdade: todo mundo enche a cara ate cair. A diferenca e que agora temos menos resistencia fisica ao alcool, o que de forma alguma significa custo menor, pois agora enchemos a cara com vinho de qualidade.
O segundo foi ontem, em casa.
A ideia inicial era fazer uma coisa menor, com umas 6/7 pessoas com o pessoal do MBA da Sue, mas a coisa acabou ficando maior do que o imaginado porque nno meio apareceram os meus amigos e no final tinha o dobro de gente. Um desafio enfiar tanta gente em um ape com menos de 60 metros quadrados, mas como resultado da experiencia adquirida com o passar do tempo – o que significa administrar a quantidade de comida e bebida, botar musica que todo mundo goste e, principalmente, deixar os hospedes confortaveis - tudo terminou bem, com os convidados voltando para casa felizes e aqueles que nao puderam aparecer ficaram com inveja daqueles que foram.
Ja esta combinado entre nos que precisaremos dar continuidade a esses eventos quando voltarmos ao Brasil.
Mas antes, precisamos arranjar um lugar para organizar o evento, qualquer que seja o numero de convidados.
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