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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Do Thrash Metal e "kohaku utagassen"

Assistindo a TV logo que cheguei no Japao, vi um sujeito cabeludo de rosto conhecido mandando um japones perfeito em um programa de entrevistas.

Fiquei muito tempo tentando lembrar quem era aquela figura familiar, eis que descubro que o ser era nada mais nada menos que o Marty Friedman, um dos guitarristas do Megadeth, banda americana muito influente no cenario thrash-metal/speed-metal nos anos 80/90.

O Megadeth, para quem nao sabe, era a banda “rival” do Metallica. O ponto de conexao entre as duas bandas era o Dave Mustaine, que participou do Metallica antes deles virarem Metallica. O cara era tao casca grossa e barra pesada – o maluco era traficante de drogas e acabou entrando pro mundo do heavy metal porque um de seus clientes sempre trocava drogas por discos de metal - que acabou sendo expulso da banda. Em que pese a sua expulsao, diversas musicas de sua autoria entraram nos primeiros discos do Metallica - as classicas “Kill’em All” e “Ride the Lighthning” - sendo “Four Horsemen” a mais classica de todas elas. Saiu do Metallica e montou o Megadeth, que veio a estourar nas paradas um pouco depois.

Marty Friedman hoje em dia e celebridade no Japao, onde mora desde 2003 e participa constantemente de shows televisivos.

O cara ta tao japones que ate participou de um “Kohaku Utagassen”, o programa de TV mais mega-super-hiper tradicional Japao que ja ha algumas decadas vai ao ar sempre na virada do ano. Este programa divide os cantores de destaque no cenario musical japones em dois times – o vermelho e branco, cores da bandeira nacional – que disputam ao longo de algumas horas qual o grupo que reune os melhores cantores/cantoras, que em turnos vao se apresentando ao publico e ganhando pontos atribuidos pelos jurados com base na performance visual/musical de cada um. Obviamente vence o grupo com mais pontos. Nao lembro quais sao os premios ao grupo vencedor, mas se for seguir o padrao das premiacoes dos programas de TV japoneses, talvez cada um leve para casa ao final uma cesta de frutas, 3 kilos de carne de “wagyu” ou um saco de cogumelos raros desidratados.

Acabei mudando de assunto(s) no meio do post, mas queria dizer que senti uma nostalgia incrivel quando via a figura do Marty Friedman na TV. Saudades de meus tempos adolescente head-banger. Tanto ouvia o CD dos caras – do Megadeth, que fique claro - que nao era incomum o disquinho quebrar depois de alguns meses.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Saudades dos amigos 2

Agora que meu pai foi embora, consegui arranjar um tempo para postar alguma coisa por aqui.

Adorei a visita dele, foi bom reecontra-lo depois de tantos meses. Quando estive no Brasil no final do ano passado, comeco deste, quase nao tive tempo para conversar com ele, tamanha a quantidade de compromissos, natural para aquela epoca do ano.

Ele passou somente algumas noites em casa, pois depois de mais de 10 anos sem vir para ca, ele tinha muito papo para colocar em dia, seja com familares, seja com amigos , razao pela qual ele acabou pernoitando grande parte das vezes fora de casa.

Vi que a viagem fez bem a ele, estava feliz feito uma crianca. A minha avo, ja com 90 anos, idem; nao cansava de repetir que achava que nao ia mais reencontrar o filho antes de morrer. Um amigo do meu pai, que eu tive a oportunidade de conhecer quando ainda era crianca, tambem, feliz da vida, dizia que ate morrer queria encontrar com meu pai pelo menos mais duas vezes.

Isso me fez pensar sobre reecontros. Quando sera que iremos reecontrar as pessoas que conhecemos por aqui? Daqui a pouco, os amigos do MBA, do trabalho, estarao todos em lugares diferentes do globo (posso citar Canada, Australia, EUA, Alemanha, Republica Checa, Inglaterra, Japao, Malasia, Franca, China, India, Mianmar, Taiwan...). Quando sera que havera um reencontro?

Sempre que junta gente de diversos cantos do mundo, pouco antes da separacao sempre surge a ideia de realizar encontros periodicos em algum lugar do globo. Pergunte-me se alguma vez isso aconteceu...Infelizmente as pessoas ficaram pelo caminho, o que mostra (vide o exemplo do meu pai) que so quem conhecemos quando jovens, os amigos que fizemos na infancia e na adolescencia e que ficam para sempre. No mais, voce se acostuma a encontrar e se despedir de pessoas com a mesma frequencia com que se troca o carro. E nunca mais ve-las, assim como o carro que foi vendido.

Tristeza que nem os Facebooks e outras redes sociais ciberneticas da vida conseguem acabar.

Tenho saudades dos meus amigos de verdade.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Razao do silencio

Tenho por costume postar ao menos uma vez por semana e esta escrita foi quebrada pouquissimas vezes, como na semana passada.

A razao e a correria para organizar o casorio.

Se ja e dificil organizar tudo “in loco”, a coisa fica mais complicada a meio globo de distancia e um fuso de doze horas.

Mas a coisa esta caminhando bem gracas a uma eficiente equipe de colaboradores que conseguimos arranjar, lideradas pela Jack Welsh de saias que estabelece metas ousadas a serem atingidas, corta custos que nao resultam eficiencia nenhuma e reduz os gastos pela metade. Tudo sem prejuizo da classe, sofisticacao e do bom gosto que deverao estar presentes.

Por enquanto o que mais ta pegando e a historia do buffet. O ponto e que estou comecando a ficar pretensioso demais porque fico achando que em uma tarde um pouco mais inspirada eu consigo fazer os pratos sugeridos, o que me tira o tesao de querer servir a tal sugestao de menu no meu casamento. Pra mim, os pratos tem que primeiro me impressionar, me conquistar para depois eu pensar em servir a outros. Segundo a Sue, ja ultrapassei a tenue linha que separa a exigencia do simples prazer de reclamar.

Mas e isso ai, por enquanto tudo dentro do cronograma e do orcamento.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Um ano!

Quase esqueci que os primeiros 365 dias no Japao ja se passaram.

O primeiro post, que e a reproducao do primeiro e-mail que mandei aos amigos a partir da terra onde nasci, traz a data do dia do meu desembarque em Narita.

E uma constatacao idiota, mas hoje posto a partir do Japao porque a sociedade e economia japonesa permitem, como melhor explicado nos proximos posts.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Coisas que nao sabia sobre mim mesmo


Sair do trabalho e ir direto para casa para sozinho comer bento (marmita) de combini e beber algumas cervejas enquanto se assiste a episodios de maratona de 'Heroes'. Programacao perfeita para um loser?

Pois foi o que fiz na sexta-passada, quando a Sue teve um happy hour para comemorar o fim do trimestre com seus colegas de MBA.

Percebi que sempre gostei de super-heroi. Desde crianca, assistindo a herois japoneses, passando o comeco da adolescencia lendo gibis da DC e Marvel de colecao de terceiros ate chegar a idade adulta e vibrar com as adaptacoes de X-Men, Homem Aranha, Batman e companhia na telona.

E agora estou acompanhando e adorando "Heroes".

Sera que eu sou "otaku" e nao sabia?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

The same thing we do every night, Pinky. Try to take over the world!


Gosto de ser assistente da Sue nos seus estudos.

Leio varios cases com ela, debatemos, dou opinioes sob o ponto de vista legal, faco comentarios baseado no meu dia-a-dia em uma empresa global e ainda ganho conhecimentos sobre gerenciamento de pessoas e recursos e os segredos de uma empresa de sucesso.

E como se estivesse fazendo uma light MBA. No meu tempo e ritmo e ainda sem a responsabilidade de ficar fazendo licao de casa (ou assignments, porque e mais chique e global) nem o stress de ter de massacrar em sala de aula um colega com o senso de competitividade extremamente agucado por dia.

Estou tao envolvido e gostando tanto da experiencia que ate a vontade de virar CEO e dominar o mundo eu estou tendo!

Cerebro, o que faremos esta noite?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Da epoca do VHS x Betamax


Ontem ao ligar a televisao ao chegar em casa, vi que estava passando um episodio de “Captain Tsubasa”, o que me fez lembrar bastante da minha infancia.

Meu pai costumava alugar videos com gravacoes de programas japoneses para a familia assistir durante o final de semana e isso acabou me dando a oportunidade de acompanhar quase que simultaneamente ao Japao – isso ha quase 20 anos atras - os episodios de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodiaco, Changeman e outros herois violentos que fazem a cabeca da molecada de hoje em dia.

O manga de ontem e sobre um garoto – o capitao do titulo – cujo grande sonho e ir jogar futebol no Brasil.

Ele vai desenvolvendo diversas habilidades a medida em que ele vai enfrentando adversarios mais fortes durante o campeonato colegial japones. Uma jogada e outra e uma disputa de bola e outra sao intercaladas com divagacoes e conflitos existenciais que duram um episodio inteiro.

No final, foi tanto conflito resolvido, tantos adversarios duros enfrentados e tanto perrengue durante as partidas que ele aprende a fazer coisas incriveis, como fazer a bola dar um zigue-zague em alta velocidade antes de entrar no gol, driblar todos os onze jogadores do time adversario pelo menos umas quatro vezes por tempo de partida, dar saltos de mais de tres metros para disputar uma bola na area. Dai ate ir jogar nos juniores do SPFC – a citacao ao Tricolor faz parte da historia, juro – foi um caminho praticamente natural.

A historia, como todo manga que se preze, e inverossimel, maniqueista e segue mais ou menos o mesmo consagrado roteiro que e aproveitado em todos os mangas, independentemente do personagem principal ser um alienigena, um jogador de poquer, um policial, um ninja ou um sommelier (desculpem, mas minha ignorancia nao me permite identificar qual seria o grande drama ou desafio enfrentado por um sommelier em sua profissao).

Manga aqui e um fenomeno cultural de massa. Nao precisa ser freak ou crianca para fazer parte. Todo mundo nasce, cresce e morre lendo e assistindo manga. E so ir a uma “combini” (loja de conveniencia), a uma livraria qualquer ou pegar um trem, que o que mais se ve e aquela multidao de terno e gravata lendo mangas ao lado de moleques e meninas fazendo o mesmo.

Em algum momento do passado eu parei de ler e assistir mangas. Talvez porque eu tinha decidido que nao queria mais ser japones.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Ano novo. Espirito de sempre.

Voltei.

Com saudades de voce.


Ja te encaro como um amigo para quem conto historias e vantagens e fico reclamando da vida.

Amigo nao, praticamente um tamagochi, que vou alimentando com as bobagens que fico pensando.

Entao talvez voce nao seja nem amigo nem tamagochi, mas sim um sistema de esgoto que fica absorvendo merda.


E ja to comecando a cansar do seu visual.


Vou pensar em uma repaginacao.


So porque o ano e novo, o ano do rato.


Que lembra meu irmao.

Que me faz lembrar que faz aniversario na mesma data que a minha mae.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Acabou, mas ano que vem tem mais

Deve ser o ultimo post de 2007. Acho que nao terei tempo de ficar postando durante a minha estadia no Brasil.

Depois eu registro as minhas impressoes sobre a viagem.

Um feliz Natal e um prospero Ano Novo. Para aqueles que tem alguma fe no futuro.

Balanco do ano

Uma estranha ansidedade e nervosimo me cercam nestas poucas horas que antecedem a viagem ao Brasil. E quase parecido com a mesma ansiedade e nervosimo que senti antes de vir pra ca.

Mas preciso relaxar um pouco. Afinal, e apenas o intervalo para descansar para o segundo tempo que vem ai, quando precisarei administrar o resultado e ampliar o marcador e melhorar o saldo de gols para ficar mais tranquilo na tabela. E agora e hora do show do intervalo com o Leo Baptista e hora de fazer uma breve retrospectiva dos melhores momentos que nunca antes na historia do pais houve.

Pausa nas metaforas presidencialisticas.

Uma amiga minha disse que o Japao esta me fazendo bem. Que agora eu pareco um homenzinho de verdade. Talvez ate tenha comentado isso aqui, mas acabei nao desenvolvendo muito a ideia.

Nao sei exatamente se e o Japao que esta fazendo bem a mim. Preferia dizer que o momento que estou vivendo e que me ajudou um bocado. Acho que e a confluencia de Japao, amor, novo trabalho, traquilidade, felicidade, novo ambiente, novos desafios.

Nao acreditava em mim mesmo, duvidava de minhas capacidades e achava que tudo que sou agora nao tinha sido mais do que uma feliz e bela coincidencia. Achava que minha vida tinha se resumido a ver as coisas caindo no meu colo e simplesmente escolhendo o que catar sem fazer muita forca. E que meu unico esforco consciente tinha sido estudar para o vestibular.

E por conta deste nao-esforco ou esforco inconsciente, passei alguns anos no Brasil sentindo-me meio perdido, sem muitas perspectivas para o futuro. E isso realmente nao faz bem pra cabeca.

Mas desde que vim pra ca, as coisas mudaram bastante. Acabei percebendo que muitas das coisas que eu fiz e conquistei ate agora nao foram fruto do acaso, mas do meu proprio esforco pessoal. Sou fruto de meus proprios esforcos, do que fiz e do que faco. Acordei de uma fase de ibernacao. E gracas a nova percepcao que adquiri, tenho um montao de sonhos e planejo o futuro. E quanto mais sonhos vou construindo, mais eles tendem a megalomania (mas ainda com um pezinho na realidade) mas ainda assim cada vez mais factiveis e possiveis de serem concretizados.

Mas claro que nao vou concretizar-los sozinho. Nem quero. Porque agora o sonho nao e so meu, mas sao nossos. A verdade e que o fato de ter uma mulher que sempre apoia, incentiva a sua evolucao e exige cada vez mais de voce e essencial para a evolucao saudavel do macho. E verdade tambem que o macho nunca sera provedor e sera para sempre um moleque se nao tiver ao seu lado uma mulher forte e exigente para puxar pra cima. Nao encontre alguem que faca isso e morra com o potencial inexplorado, e dormente para sempre.

Agora tenho uma companheira de vida que sei que vai me acompanhar para onde quer que seja (e vou acompanha-la para onde for), que me orientara sobre as decisoes certas a serem tomadas, que nao ficara sempre passando a mao na minha cabeca e me dara uns safanoes quando tiver alguma ideia insana ou comecar a ficar com preguica de viver.

E isso. Estava com preguica de viver. Mas agora estou renovado, pronto para enfrentar de cabeca erguida e peito estufado as decadas restantes. Estou feliz com o momento, otimista e esperancoso em relacao ao futuro.

Quem disse que fazer 30 anos nao muda nada?

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Agora e oficial

Acabei de fechar a extensao do meu contrato e vou ficar sete meses alem do previsto originalmente. Depois da minha rapida visita ao Brasil agora no final do ano, pais do sol, gente morena, samba e futebol, so no final de 2008. Existia a possibilidade de ficar mais, mas acho que nao conseguiria, estes tempo sera mesmo o meu limite.

Depois de tanto tempo de Japao, pelo menos agora sentimo-nos na porta de entrada do mundo globalizado. Mas para mergulhar de cabeca nele, acho que ainda falta um pouco mais de preparo. E para isso e que estamos tracando desde ja uma nova meta, para ser concretizada em um prazo de dois anos.

E bom ter novos e mais desafiadores objetivos, coisa que, confesso, sentia muita falta no Brasil.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Fotos do ape



Fotos tiradas em diversos comodos.

Tem ate a foto do controle da enterprise, que e a forma como ja ouvi alguns estrangeiros chamarem a privada.

Alias, falando em privada - ate parece que tenho uma fixacao meio doentia - vi na Starbucks aqui perto de casa uma privada que tem um botao cuja funcao e emitir o som da descarga sem propriamente dar a descarga. Nao entendi ate agora a sua funcao...

Nao liguem que a Sue so aparece estudando na maior parte das fotos. E a unica coisa que ela fez nos ultimos meses. Por isso nao tenho o que fazer e fico tirando essas fotos idiotas da casa.

Na verdade, nao sao idiotas nao. Se nao tirasse fotos sei que depois me arrependeria, entao vou mesmo e ficar tirando um monte de foto nada a ver. Qualquer coisa e so deletar depois. Maravilhas da foto digital.

Mas a ideia e mostrar o ape para os que nao podem vir ate ele.

Adoro o ape. E o primeiro lar com a Sue, onde estamos passando momentos muito felizes.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Fotos do casal


Linda e chique em Yokohama, semana passada

No Nobu, restaurante do De Niro

Levando o cachorro pra passear;
nao da para ir sem ele ao supermercado

domingo, 11 de novembro de 2007

O cheiro do Halo

Zerei Halo 3, o que e um feito para mim, pois ele e um primeiro jogo em primeira, estilo de jogo que estava acostumado a jogar muito pouco, nao mais do que uma hora tao somente no dia da aquisicao do jogo.

A falta de coordenacao para controlar tantos botoes em tao pouco tempo para conseguir virar corpo, cabeca, correr, segurar arma, trocar de arma, jogar granada, ver o mapa, atirar, pular, etc. era um dos grandes fatores que me fazia desgostar deste tipo de jogo. Achava foda demais jogar um troco em que o sucesso baseia-se na capacidade de fazer com que o seu cerebro controle todos os seus 10 dedos das maos para usar os 12 botoes do controle ao mesmo tempo e a todo o momento. Nessas horas dava uma saudade do Mega Drive, que so tinha quatro botoes para se concentrar! E quem joga sabe, a falta de coordenacao motora neste tipo de jogo e invariavelmente a morte do personagem e o reinicio da fase. O que e um chute no saco. E motivo para rapidinho largar mao do jogo.

Outro fator, talvez o mais preponderante, era a facilidade para adquirir jogos no Brasil. Seja facilidade de pagamento, seja para achar um revendedor. Era uma maravilha, tecnologia de primeiro mundo pagando precos de terceiro. E ainda tinha a vantagem de nem precisar pesquisar direito para ver do que se tratava o jogo. As aquisicoes (pelo menos as minhas) baseavam-se sempre no comentario do amigo, em que pese os gostos totalmente diferentes. Era uma delicia comprar so para ver qualequee, achar o jogo uma merda e depois deixa-lo de lado.

Mas aqui as coisas nao funcionam assim, comprou, nao gostou, foda-se, jogue ate o final se nao quiser ficar com o gostinho ruim do preju financeiro na boca.

Assim, acabei me forcando a adquirir a capacidade de coordenar o movimento de meus dedos e me viciei no Halo 3. E terminei a porra do jogo.

O problema e que isso aconteceu a mais de uma semana do lancamento de WE 2008, o proximo da lista de desejos.

E agora, o que vai ser da minha vida ate la?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Novo brinquedo

Parei de fazer MBA por tabela em tempo parcial para jogar video-game em tempo integral.

Agora espero ansiosamente pelo lancamento mundial do Winning Eleven 2008, daqui 2 semanas.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Relembrando o passado

Aqui no Japao sempre acabo preparando algum prato de inspiracao asiatica.

Pensando bem, nao e a toa, pois querendo ou nao, a Sue e eu ja passamos pelos paises asiaticos com maior representatividade no mapa-mundi gastronomico: China, Japao e Tailandia.

Hoje preparei um camarao de inspiracao tailandesa. Digo inspiracao porque nao sei se existe tal prato na Tailandia. Mas pra mim todo prato que traz o conjunto fruto do mar, leite de coco, curry verde, nam pla e capim limao e inspirado na Tailandia. Alias, adoro capim limao. E o que da charme aos pratos tailandeses.

Mas a ideia do post nao e falar das delicias gastronomicas. Mas sim o quanto a Tailandia, meio que sem querer, acabou sendo um pais-chave na minha vida com a Sue.

Foi no Thai Gardens, ali na Nove de Julho (existe ainda? Se nao, e uma pena), que fizemos o nosso primeiro jantar, assim meio despretensioso (na verdade nao tao despretensioso assim; o pior, ou melhor, o melhor, e que nenhum dos estava ali por acaso e de forma tao despretensiosa assim), onde nos encontramos para tratar de assuntos profissionais (quem disse que trabalho pro labore nao pode render frutos?).

Foi na Tailandia que reencontrei a Sue depois de ficar meses afastado dela e em crise, e onde passamos semanas maravilhosas (brigado, Tata, pelas dicas!) e de la sairmos para ficarmos juntos para sempre.

Sempre tive a ideia de que so voltaria aos lugares ja visitados somente depois de esgotar as opcoes de destinos interessantes que existem no mundo. A re-viagem seria la pelos 50 anos e seria um retorno a todos os destinos ja dantes visitados e so para sentir as mudancas implacaveis do tempo.

Mas a Tailandia e uma excecao, queremos voltar o quanto antes, so para sentirmos de novo o gostinho de curtir a vida.

Nao resisti e acabei revendo algumas fotos tiradas la. Alguns exemplares ilustram este post.

Acho que as fotos falam por si, destino recomendadissimo!

A passagem e cara, mas o preco das outras contas que compoe a viagem compensa, sem duvida nenhuma. No final das contas, acaba saindo o mesmo custo que uma viagem a Europa.

Amo meus amigos

Domingo tive o prazer de falar com alguns grandes amigos, irmaos.

Era churras de aniversario de um deles, mais de uma da manha no Brasil e obviamente todos devidamente embriagados (caso contrario nao haveria a decisao de ligar no meu celular a partir de um celular).

Nunca ouvi tantos "eu te amo", "que emocao falar contigo" e "voce faz uma falta do caralho, seu filho da puta" de tantas pessoas em tao pouco tempo. E tambem nao achei que fosse possivel eu provocar tanta emocao e choro nas pessoas. Confesso que me senti a pessoa mais querida do mundo (ta, do mundo e exagero, talvez do Brasil e do Japao).

Saudades desse povo. Saudades das mesmas historias e das mesmas mesas de bares.

Sao estes os seres que tornam dificil a permanencia nestas terras.

Amo todos voces, seus putos!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sem pe nem cabeca

Se parar para pensar friamente, nao tenho raizes.

Nasci no Japao, passei parte da infancia nos Estados Unidos, passei a adolescencia em Suzano, iniciei a minha vida adulta em Sao Paulo e agora estou no Japao. Teoricamente nao seria uma decisao tao dificil assim decidir ficar por aqui ou ir para qualquer outro lugar do mundo em que a chance de voltar para casa vivo e inteiro ao final do dia seja maior que no Brasil.

Quanto mais tempo se afasta do Brasil, mais se considera a ideia de continuar assim. Assim longe dos problemas cotidianos. Problemas cotidianos que parece que nao vao acabar nunca.

Desde quando fui cumprimentado por pessoas da elite pelo fato de ter pago os prejuizos causados a uma floricultura por conta de um acidente que causei, acho que o Brasil nao tem jeito. Porque no Brasil existe uma elite que acha que a obrigacao so deve ser cumprida no momento em que houver decisao transitada em julgado. Alias, eita palavra horrorosa. Leia-se desulpa pra nego sem vegonha na cara nao ter que cumprir com a sua obrigacao espontaneamente.

Os valores que meus pais me deram sao outros. Os japoneses podem ter muitos problemas, mas pelo menos aqui a maioria e integra, cumpridora das suas obrigacoes e das suas palavras. Puta coisa escrota, racista, fascista, mas nada melhor que ter o seu proprio blog pra desfilar esses pensamentos.

E ja que sou livre pra pensar, fico pensando o que se passa na cabeca de um cidadao que nao da valor as palavras. E so cobrar um posicionamento firme de neguinho que ja vem o papo de "nao lembro de ter dado a palavra". Nao preciso de pessoas assim. Antes so que mal acompanhado.

Cada vez mais fico desconfiado de pessoas que so falam e nao agem. Olha que conheco muita gente assim, vivo (ou seria vivia?) rodeado de gente assim. Ja confiava em poucas pessoas, agora confio em muito poucas. Preciso de poucos dedos para contar as pessoas em quem confio 100%.

Putz, to viajando com o que estou escrevendo aqui. Parece que nao tem nada a ver com nada. Mas so parece. Para mim tudo tem um sentido e e o que basta.

O Diogo Mainardi, apesar de detesta-lo, tem razao em muitos pontos, o Brasil e uma bosta e com o povinho que ta la, nao vai pra frente nunca.

Enfim, pensamentos esparsos e desconexos de quem considera a ideia de de repente virar cidadao do mundo, pensar mais no proprio umbigo e levar uma vidinha tranquila longe da malandragem, do jeitinho e da guerra urbana.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Dia de nao fazer porra nenhuma

Faz mais de uma semana que nao preciso dormir com o ar condicionado ligado, sinal de que os dias de calor cearense finalmente chegaram ao fim.

Hoje e feriado, dia da saude. E na verdade mais um feriado que inventaram de 5 anos para ca no Japao para que o povo possa descansar. Ate entao, feriado mesmo so tinham 2, no final de abril e comeco de maio, que era emendado e se transformava no chamado golden week. Gracas as mudancas recentes, agora tem feriado praticamente uma vez por mes, quase a mesma frequencia que no Brasil (a diferenca e que aqui nao existe o conceito feriadao e os feriados sao deslocados para a segunda-feira)

Por ser feriado, estou bundando em casa e, aproveitando que ta um dia horroroso la fora, meio friozinho e com chuva fina, dando uma atualizada no blog.

E feriado mas a Sue nao esta tendo o privilegio de ficar em casa. O curso e tao puxado que tem aulas ate no feriado. Alias o periodo de estudos da Sue comecou antes mesmo do inicio oficial das aulas, no dia 01/10. Ja desde 2 meses antes pelo menos a Sue estava mergulhada nos livros por conta do material preparatorio para as aulas que a universidade passou pra ela.

Alias essa universidade e foda. Seria hilario se nao fosse triste. Como em toda a MBA de verdade, a Sue teve que se submeter ao Gmat, que e um exame universal de ingles e matematica exigido que e fodissimo. Mas como ela e cabecuda pra cacete, acabou passando de cara. Os caras do curso, duvidando de tamanha inteligencia, tiveram a pachorra de exigir que ela fizesse a prova mais uma vez para ver se ela nao estava sacaneando. Mas depois de muita conversa, eles aceitaram o fato de que existem genios que passam de primeira e deixaram-na livre de mais essa exigencia absurda.

Pois bem, agora que o curso comecou mesmo, ele vem mostrando o porque dele ser conhecido por ser mais foda que Harvard. A Sue ja passa o dia inteiro na universidade, das 8 as 18h30, chega em casa e continua estudando ate 2 da matina. E ainda tem as aulas de sabado, os grupos de estudos e ainda as aulas no feriado. Nao a toa, a ICS Hitotsubashi Unversity (ICS de International alguma coisa Studies) e conhecida por I Can't Sleep, Hitotsubashi University. Na verdade, we can't sleep, pois tenho acompanhado a Sue todas as noites porque nao quero ir pra cama sozinho.

Nestas noites, aproveito para ler, trabalhar, fucar a net. E descobri a maravilha que e o Bit Torrent, programinha supimpa pra baixar filmes. Maneira perfeita para passar o tempo enquanto a Sue estuda e aproveitar para assistir filmes de menino que ela nao topararia assistir, coisas do tipo Transformers, Spider Man, 300 e por ai vai.

Pretendo assistir Tropa de Elite esta semana. To ou nao to atualizado em termos de filme nacional?

Falando em filme nacional, assisti ao "O Ano em que meus pais sairam de ferias" baseado exclusivamente nas criticas dos jornais e impulsionado pela possibilidade do filme concorrer a um Oscar. Achei uma merda pra falar a verdade. Mas merda por merda, e bem capaz que acabe figurando entre os concorrentes ao Premio da Academia.

sábado, 6 de outubro de 2007

Passado, presente e futuro profissional

Ja falei sobre trabalho neste blog mas nada falei da minha profissao, entao vamos la.

As operacoes nas quais estou diretamente envolvido ja seriam suficientes para estruturar integralmente um pequeno pais: aviacao comercial, petroleo, gas, transporte coletivo, mercado de capitais, alimentos, infra-estrutura, logistica, armazens, industria eletronica, minerios, industria de base, etanol, veiculos automotores, TI, fertilizantes e por ai vai.

O pior (ou melhor) e que tudo isso acontece em um pais so, justamente o Brasil.

Apesar de ja estar envolvido com as operacoes da empresa desde a epoca em que trabalhava no Brasil (como se isso fosse um passado muito remoto), so percebi o tamanho da exposicao deles por la depois que vim pra ca. Nao e exagero dizer que estou cuidando de uma parte significativa da economia brasileira.

Mas o lado mais interessante, profissionalmente falando, e que estes sete meses tem sido de muito aprendizado. Nao somente em termos de cultura de trabalho, de funcionamento da matriz de uma gigante global, de processos decisorios de investimentos de uma empresa, mas sobretudo pelo fato de estar sentindo que a area juridica ainda e muito interessante e desafiador e que ainda falta um longo, longo caminho para me transformar em um profissional completo.

Depois de quase 10 anos trabalhando com contencioso civel (apesar do fato de ter peticionado so uma ou outra peca e ter feito so uma ou outra sustentacao nos ultimos anos) e portanto ja poder dizer que advoguei uma vez na vida, acho que chegou o momento de mudar de ares, pendurar as chuteiras, deixar de ser um advogado e tornar-me um corporate lawyer e me aproximar mais do lado business de nossa life. Enfim, mudar o patamar das cifras envolvidas e reencontrar diversao no trabalho.

Sei la, e uma ideia que nasceu pouco antes de vir pra ca e que amadureceu nos ultimos tempos. E como dizem que o amadurecimento profissional vem na casa dos 30, talvez este seja o momento ideal...