segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Prato do dia
Legumes salteados apimentados com molho de ostra e amendoas; bacalhau com crosta de cha verde
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Prato do dia
Sufle de aspargos; salada com azeite com trufa branca; medalhao de file com alecrim na reducao de vinho tinto
Nunca na historia deste pais
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Tinha preparado um artigo falando um pouco sobre o sistema de resolucao de conflitos no Japao, mas acho que ele nao vai ser publicado. Entao para nao achar que o meu trabalho foi em vao, vou postar algumas conclusoes que cheguei com minhas pesquisas.
O Japao e famoso no mundo inteiro pelo fato de ter uma das menores proporcoes advogado/populacao do mundo.
Uma das justificativas mais recorrentes para o baixissimo numero de adevas no Japao era de que o ensino nas universidades era deficitario. Introduziu-se entao um sistema inspirado nas “law schools” americanas, onde o graduado estudaria mais alguns anos apos a graduacao, visando melhor preparo para enfrentar o exame da Ordem daqui. Ano passado, a primeira turma se formou.
As estatisticas mostram que em 2007, o Instituto de Estudos e Treinos Legais, a escola de advogados da Suprema Corte voltada para os que foram aprovados na OAB daqui, jogou a conta-gontas (em contraposicao a baciada no Brasil) 2,500 novos advogados no mercado; mil a mais que 2006, ultimo ano antes da implementacao do sistema de “law school”, e um salto estrondoso em relacao aos anos 80, quando somente 500 haviam se formado. Mas ate a divulgacao da pesquisa estatistica, no segundo semestre, entre 100 e 150 (!!) ainda nao estavam empregados.
Coisa terrivel!
Ate entao, a escassez de profissionais era tanta que qualquer pessoa que passasse nas provas de qualificacao tinha emprego garantido.
O Japao e famoso no mundo inteiro pelo fato de ter uma das menores proporcoes advogado/populacao do mundo.
Uma das justificativas mais recorrentes para o baixissimo numero de adevas no Japao era de que o ensino nas universidades era deficitario. Introduziu-se entao um sistema inspirado nas “law schools” americanas, onde o graduado estudaria mais alguns anos apos a graduacao, visando melhor preparo para enfrentar o exame da Ordem daqui. Ano passado, a primeira turma se formou.
As estatisticas mostram que em 2007, o Instituto de Estudos e Treinos Legais, a escola de advogados da Suprema Corte voltada para os que foram aprovados na OAB daqui, jogou a conta-gontas (em contraposicao a baciada no Brasil) 2,500 novos advogados no mercado; mil a mais que 2006, ultimo ano antes da implementacao do sistema de “law school”, e um salto estrondoso em relacao aos anos 80, quando somente 500 haviam se formado. Mas ate a divulgacao da pesquisa estatistica, no segundo semestre, entre 100 e 150 (!!) ainda nao estavam empregados.
Coisa terrivel!
Ate entao, a escassez de profissionais era tanta que qualquer pessoa que passasse nas provas de qualificacao tinha emprego garantido.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Dia de avaliar o portfolio e refazer posicoes

Se algum amigo me perguntar onde tem mais concentracao de mulher em Toquio, a resposta desta semana sera: secao de chocolates de qualquer loja de departamento.
Tudo porque esta quinta e Valentine's Day.
A data foi introduzida no pais na decada de 50 com um cunho declaradamente comercial. A intencao no inicio era que fosse um dia dos namorados mesmo, mas a coisa acabou sendo desvirtuada, tudo porque a japonesa era recatada demais para ficar se declarando e dando presentes para o homem.
Face ao fracasso da proposta nos anos iniciais, um fabricante de chocolates teve a genial ideia de incutir na cabeca da mulher que nao era preciso comprar presentes ao namorado ou potencial namorado. Bastava comprar uma lembrancinha - chocolate, obvio - para os homens que ela considerava querido, pois assim ficava uma coisa mais sutil e "kawaii" (bonitinho, fofo; trata-se da palavra mais usada na sociedade japonesa) da parte dela. Batata, comecou-se a vender chocolate a rodo porque agora o chocolate nao se limitava ao namo, mas tambem aos amigos homens.
Mas como essa historia de so homem receber presentes nao era o suficiente para movimentar o comercio, alguem inventou que um mes depois eram os homens que tinham que dar o presente para a namorada ou a potencial namorada. Surge assim o "White Day".
Mas por que diabos "white"?? Diz a lenda urbana que e porque quem lancou a ideia dessa vez foi uma outra empresa do ramo de doces, desta vez marshmallow.
Mas hoje em dia a coisa esta mais evoluida. A mulher nao compra so chocolate para os homens queridos, compra pra uma galera, como ja expliquei em uma postagem passada. E o tal do "giri-choco".
E o White Day tambem acompanhou a mudanca dos tempos. Agora a etiqueta diz que o preco do presente para a mulher (que nao precisa ser marshmallow; alias nem e recomendavel dar um troco desses) deve ser pelo menos o triplo do valor do chocolate que voce ganhou.
Se ja nas origens a data nao tinha nada de romantico, hoje em dia a coisa esta tao esculachada que o dia dos namorados no Japao e praticamente uma data para realizar um investimento financeiro.
Tudo porque esta quinta e Valentine's Day.
A data foi introduzida no pais na decada de 50 com um cunho declaradamente comercial. A intencao no inicio era que fosse um dia dos namorados mesmo, mas a coisa acabou sendo desvirtuada, tudo porque a japonesa era recatada demais para ficar se declarando e dando presentes para o homem.
Face ao fracasso da proposta nos anos iniciais, um fabricante de chocolates teve a genial ideia de incutir na cabeca da mulher que nao era preciso comprar presentes ao namorado ou potencial namorado. Bastava comprar uma lembrancinha - chocolate, obvio - para os homens que ela considerava querido, pois assim ficava uma coisa mais sutil e "kawaii" (bonitinho, fofo; trata-se da palavra mais usada na sociedade japonesa) da parte dela. Batata, comecou-se a vender chocolate a rodo porque agora o chocolate nao se limitava ao namo, mas tambem aos amigos homens.
Mas como essa historia de so homem receber presentes nao era o suficiente para movimentar o comercio, alguem inventou que um mes depois eram os homens que tinham que dar o presente para a namorada ou a potencial namorada. Surge assim o "White Day".
Mas por que diabos "white"?? Diz a lenda urbana que e porque quem lancou a ideia dessa vez foi uma outra empresa do ramo de doces, desta vez marshmallow.
Mas hoje em dia a coisa esta mais evoluida. A mulher nao compra so chocolate para os homens queridos, compra pra uma galera, como ja expliquei em uma postagem passada. E o tal do "giri-choco".
E o White Day tambem acompanhou a mudanca dos tempos. Agora a etiqueta diz que o preco do presente para a mulher (que nao precisa ser marshmallow; alias nem e recomendavel dar um troco desses) deve ser pelo menos o triplo do valor do chocolate que voce ganhou.
Se ja nas origens a data nao tinha nada de romantico, hoje em dia a coisa esta tao esculachada que o dia dos namorados no Japao e praticamente uma data para realizar um investimento financeiro.
Finally!

Apesar de nao admitir, a Sue ja deveria estar de saco cheio com os meus interminaveis pedidos para ir viajar para esquiar. Tanto que neste feriado que rolou ela me despachou para viajar sem ela. A tatica da crianca insistente da certo as vezes!
Pois imaginava a pobre inocente que 2 dias inteiros descendo a montanha seria o suficiente para matar a vontade. Mal sabe ela que o troco e viciante e quanto mais, mais se quer. Mais ainda quando existia um hiato de mais de 10 anos. Ela vai ter e que se preparar para mais alguns meses de enchecao de saco, porque pra matar de vez a vontade de andar de snowboard, preciso viajar pelo menos mais uma vez nesta temporada.
Esquiar e bom, adoro e e um puta exercicio pros membros inferiores. Se bem que no meu caso ate as costas e os bracos estao doendo um pouco tamanha a quantidade de vezes que tive que me levantar apos os tombos.
Pois imaginava a pobre inocente que 2 dias inteiros descendo a montanha seria o suficiente para matar a vontade. Mal sabe ela que o troco e viciante e quanto mais, mais se quer. Mais ainda quando existia um hiato de mais de 10 anos. Ela vai ter e que se preparar para mais alguns meses de enchecao de saco, porque pra matar de vez a vontade de andar de snowboard, preciso viajar pelo menos mais uma vez nesta temporada.
Esquiar e bom, adoro e e um puta exercicio pros membros inferiores. Se bem que no meu caso ate as costas e os bracos estao doendo um pouco tamanha a quantidade de vezes que tive que me levantar apos os tombos.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
O limite do reality show
O Japao e prodigo em botar no ar programas bizarros.
Mas mais bizarro do que esse nao existe. Por enquanto.
Mas mais bizarro do que esse nao existe. Por enquanto.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Da epoca do VHS x Betamax

Ontem ao ligar a televisao ao chegar em casa, vi que estava passando um episodio de “Captain Tsubasa”, o que me fez lembrar bastante da minha infancia.
Meu pai costumava alugar videos com gravacoes de programas japoneses para a familia assistir durante o final de semana e isso acabou me dando a oportunidade de acompanhar quase que simultaneamente ao Japao – isso ha quase 20 anos atras - os episodios de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodiaco, Changeman e outros herois violentos que fazem a cabeca da molecada de hoje em dia.
O manga de ontem e sobre um garoto – o capitao do titulo – cujo grande sonho e ir jogar futebol no Brasil.
Ele vai desenvolvendo diversas habilidades a medida em que ele vai enfrentando adversarios mais fortes durante o campeonato colegial japones. Uma jogada e outra e uma disputa de bola e outra sao intercaladas com divagacoes e conflitos existenciais que duram um episodio inteiro.
No final, foi tanto conflito resolvido, tantos adversarios duros enfrentados e tanto perrengue durante as partidas que ele aprende a fazer coisas incriveis, como fazer a bola dar um zigue-zague em alta velocidade antes de entrar no gol, driblar todos os onze jogadores do time adversario pelo menos umas quatro vezes por tempo de partida, dar saltos de mais de tres metros para disputar uma bola na area. Dai ate ir jogar nos juniores do SPFC – a citacao ao Tricolor faz parte da historia, juro – foi um caminho praticamente natural.
A historia, como todo manga que se preze, e inverossimel, maniqueista e segue mais ou menos o mesmo consagrado roteiro que e aproveitado em todos os mangas, independentemente do personagem principal ser um alienigena, um jogador de poquer, um policial, um ninja ou um sommelier (desculpem, mas minha ignorancia nao me permite identificar qual seria o grande drama ou desafio enfrentado por um sommelier em sua profissao).
Manga aqui e um fenomeno cultural de massa. Nao precisa ser freak ou crianca para fazer parte. Todo mundo nasce, cresce e morre lendo e assistindo manga. E so ir a uma “combini” (loja de conveniencia), a uma livraria qualquer ou pegar um trem, que o que mais se ve e aquela multidao de terno e gravata lendo mangas ao lado de moleques e meninas fazendo o mesmo.
Em algum momento do passado eu parei de ler e assistir mangas. Talvez porque eu tinha decidido que nao queria mais ser japones.
Meu pai costumava alugar videos com gravacoes de programas japoneses para a familia assistir durante o final de semana e isso acabou me dando a oportunidade de acompanhar quase que simultaneamente ao Japao – isso ha quase 20 anos atras - os episodios de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodiaco, Changeman e outros herois violentos que fazem a cabeca da molecada de hoje em dia.
O manga de ontem e sobre um garoto – o capitao do titulo – cujo grande sonho e ir jogar futebol no Brasil.
Ele vai desenvolvendo diversas habilidades a medida em que ele vai enfrentando adversarios mais fortes durante o campeonato colegial japones. Uma jogada e outra e uma disputa de bola e outra sao intercaladas com divagacoes e conflitos existenciais que duram um episodio inteiro.
No final, foi tanto conflito resolvido, tantos adversarios duros enfrentados e tanto perrengue durante as partidas que ele aprende a fazer coisas incriveis, como fazer a bola dar um zigue-zague em alta velocidade antes de entrar no gol, driblar todos os onze jogadores do time adversario pelo menos umas quatro vezes por tempo de partida, dar saltos de mais de tres metros para disputar uma bola na area. Dai ate ir jogar nos juniores do SPFC – a citacao ao Tricolor faz parte da historia, juro – foi um caminho praticamente natural.
A historia, como todo manga que se preze, e inverossimel, maniqueista e segue mais ou menos o mesmo consagrado roteiro que e aproveitado em todos os mangas, independentemente do personagem principal ser um alienigena, um jogador de poquer, um policial, um ninja ou um sommelier (desculpem, mas minha ignorancia nao me permite identificar qual seria o grande drama ou desafio enfrentado por um sommelier em sua profissao).
Manga aqui e um fenomeno cultural de massa. Nao precisa ser freak ou crianca para fazer parte. Todo mundo nasce, cresce e morre lendo e assistindo manga. E so ir a uma “combini” (loja de conveniencia), a uma livraria qualquer ou pegar um trem, que o que mais se ve e aquela multidao de terno e gravata lendo mangas ao lado de moleques e meninas fazendo o mesmo.
Em algum momento do passado eu parei de ler e assistir mangas. Talvez porque eu tinha decidido que nao queria mais ser japones.
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Passado presente futuro,
Um pais inacreditavel
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Parem ja com tudo!
Nao e so porque os sambas enredos estao na minha escala particular de admiracao a somente um grau acima da axe music, composicoes do Carlinhos Brown e poesias do Arnaldo Antunes que eu nao possa falar a respeito.
Principalmente agora que vi a noticia da mongoloide querendo fazer plastica para homenagear a imigracao japonesa, onde consta que a razao da insanidade e o tema do samba-enredo da Porto da Pedra, da qual a psicopata faz parte.
O que e que as escolas de samba cariocas e seus destaques entendem por homenagem?
Ja tivemos demonstracoes no passado que um ano de trabalho integral das mesmas mentes brilhantes que resolvem prestar as homenagens nao sao capazes sequer de fazer carros alegoricos andarem em linha reta por poucos metros, tampouco em criar sambas-enredos com tematica verossimil, poucas palavras no titulo e sem a repeticao incessante das palavras “Africa”, “Sapucai”, “calor” e “povo”. Entao, da para se esperar do Porto da Pedra algo que nao seja baseado em ideias estereotipadas e equivocadas, para nao dizer distorcidas?
Se fossem os brasileiros os homenageados por carros alegoricos com indios cherokees dancando a danca da chuva, por um outro chamado “lambada” com dancarinos de mambo, tudo acompanhados pela ala das brasileiras, composta por pessoas vestidas de puta, o MP rapidamente iria conseguir uma tutela antecipada em acao civil publica para impedir que a pessima ideia prosseguisse.
Japones e pacifico demais. Aposto que a colonia esta achando demais toda essa palhacada.
Principalmente agora que vi a noticia da mongoloide querendo fazer plastica para homenagear a imigracao japonesa, onde consta que a razao da insanidade e o tema do samba-enredo da Porto da Pedra, da qual a psicopata faz parte.
O que e que as escolas de samba cariocas e seus destaques entendem por homenagem?
Ja tivemos demonstracoes no passado que um ano de trabalho integral das mesmas mentes brilhantes que resolvem prestar as homenagens nao sao capazes sequer de fazer carros alegoricos andarem em linha reta por poucos metros, tampouco em criar sambas-enredos com tematica verossimil, poucas palavras no titulo e sem a repeticao incessante das palavras “Africa”, “Sapucai”, “calor” e “povo”. Entao, da para se esperar do Porto da Pedra algo que nao seja baseado em ideias estereotipadas e equivocadas, para nao dizer distorcidas?
Se fossem os brasileiros os homenageados por carros alegoricos com indios cherokees dancando a danca da chuva, por um outro chamado “lambada” com dancarinos de mambo, tudo acompanhados pela ala das brasileiras, composta por pessoas vestidas de puta, o MP rapidamente iria conseguir uma tutela antecipada em acao civil publica para impedir que a pessima ideia prosseguisse.
Japones e pacifico demais. Aposto que a colonia esta achando demais toda essa palhacada.
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